quinta-feira, 24 de outubro de 2013

CSKA Moscou pode atuar com portões fechados após cantos racistas a Yaya Touré

                   Yaya Tore diz ter sido vitima de racismo no duelo contra o CSKA moscou, na Rússia

A UEFA anunciou nesta quinta-feira que abriu processo disciplinar contra o CSKA Moscou após os cantos racistas de sua torcida para o marfinense Yaya Touré na vitória de 2 a 1 do Manchester City no estádio Khimki, em Moscou, pela terceira rodada da fase de grupos Uefa Champions League. O caso será julgado pela entidade no próximo dia 30.
O clube russo ainda pode ser punido pela presença de sinalizadores na arquibancada nesta quarta-feira. Caso o comitê disciplinar acate as acusações, a pena pode ir desde um jogo com os portões fechados e multa de 50 mil euros até diversas partidas sem torcida.
A equipe dos brasileiros Vitinho, ex-Botafogo, e Mario Fernandes, ex-Grêmio, diz não haver nenhuma evidência de gritos racistas.
O meia Yaya Touré comentou que "a Uefa tem que ser dura e fazer com que todos os clubes e todos os torcedores" sejam responsáveis, e acrescentou que "talvez devessem fechar o estádio por várias partidas". Ele confessou ainda ter ficado "furioso" ao fim do duelo e condenou o árbitro Ovidiu Hategan por não interromper o confronto.
O técnico do City, Manuel Pellegrini, afirmou ser "uma pena ver este tipo de situação" e revelou esperar que "a Uefa tome as medidas adequadas".
Os ingleses ocupam o segundo lugar do Grupo D com seis pontos, atrás apenas do Bayern de Munique, que tem nove. O CSKA Moscou vem na terceira colocação, com apenas três.

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