O ex-jogador Ronaldo evitou polêmica ao ser questionado sobre a possibilidade do atacante brasileiro Diego Costa conseguir a naturalização para defender a seleção da Espanha. Nesta quinta-feira, o Fenômeno brincou ao falar sobre o assunto durante entrevista da Fifa e do COL (Comitê Organizador Local), no Rio de Janeiro.
"A dupla cidadania não é novidade. Isso já aconteceu algumas vezes, muitos brasileiros já jogaram pela seleção portuguesa, o Deco é um caso recente. Eu adoraria que tivesse um Messi ou Cristiano Ronaldo rejeitado pelo seu país que pudesse jogar na seleção brasileira", disse Ronaldo, arrancando risos dos presentes na coletiva.
A Federação de Futebol da Espanha já fez uma consulta à Fifa para poder contar com Diego Costa, mas a entidade ainda não autorizou a convocação. De acordo com as novas regras, um jogador pode pedir a naturalização e atuar por outro país se nunca tiver disputado uma competição oficial. O atacante já foi convocadao para o Brasil por Scolari, mas apenas nos amistosos contra Itália e Rússia, em março deste ano, quando atuou poucos minutos.
"O Diego já atuou pela seleção brasileira. Não sei em que ponto está, houve um pedido da federação da Espanha, mas acho que há um regulamento da Fifa que não permite. Se o Messi não tivesse jogado pela Argentina, eu gostaria mais do Messi que do Diego. Apesar de o Diego ser meu amigo", disse Ronaldo, que hoje é membro do COL.
Há duas semanas, o técnico Luiz Felipe Scolari criticou a regra da Fifa que facilita a mudança dos atletas para a seleção de outro país diferente do que ele nasceu. Nesta quinta, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, garantiu que está atento para um possível "abuso do sistema", mas considerou a a regulamentação atual rígida.
"Se o jogador não tem chances no seu país, por que não jogar por outra nacionalidade? Contanto que esteja dentro dos critérios, há vários critérios para isso. O mundo mudou, uma série de pessoas não tem só uma nacionalidade. Devemos levar isso em consideração. Se houver um abuso no sistema, a Fifa está sempre pronta para revisar os regulamentos e torná-los ainda mais rígidos. Sempre que sentimos um impacto negativo no futebol, sempre podemos mudar as regras. Mas acho que as regras de hoje são rígidas", afirmou Valcke.
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